As taxas de conclusão da educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional, uma face a mais da exclusão

  • Ana Elizabeth Maia de Albuquerque Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
  • Gustavo Henrique Moraes Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
  • Robson dos Santos Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
  • Susiane de Santana Moreira Oliveira da Silva Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

Resumo

A reduzida escolaridade média da população brasileira pode ser verificada por haver cerca de 53 milhões de brasileiros com idade entre 19 anos e 65 anos que não concluíram a educação básica e, por outro lado, haver uma redução do número de matrículas de educação de jovens e adultos (EJA), entre 2013 e 2023, de 3.830.207 para 2.589.815, o que representa, aproximadamente, 5% da demanda potencial. O estudo realça mais uma face desse diagnóstico, focalizando as taxas de conclusão na modalidade, que são ainda menores. O objetivo é identificar e caracterizar a oferta de EJA na forma integrada à educação profissional no ensino médio, além de reconhecer e analisar formas de organização curricular que orientam essa oferta, com vistas a resultados de menor evasão. Metodologicamente, organiza-se como um estudo exploratório, utilizando análise documental da legislação referente aos marcos referenciais da integração curricular, típica dos cursos técnicos integrados na modalidade EJA (EJA integrada à educação profissional de nível médio), além de estatísticas descritivas de matrículas na etapa e dinâmicas de distribuição, com destaque para o cômputo das estatísticas de fluxo. As bases de dados utilizadas foram a Plataforma Nilo Peçanha (2017-2023), a Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio Contínua (2023) e o Censo da Educação Básica (2013-2023). As ofertas de EJA e de educação profissional e tecnológica comportam uma diversidade inerente, devido à sua abrangência, refletindo a necessidade de uma abordagem plural. O estudo reforça a necessária diversidade e flexibilidade na organização da oferta dessas modalidades.

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Biografia do Autor

Ana Elizabeth Maia de Albuquerque , Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

Pesquisadora-Tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); mestra em Educação Profissional e Tecnológica pelo Instituto Federal de Brasília (IFB); mestra e doutora em Educação pela Universidade de Brasília (UnB).

Gustavo Henrique Moraes, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

Pesquisador-Tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); mestre em Educação Científica e Tecnológica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); doutor em Políticas Públicas e Gestão da Educação pela Universidade de Brasília (UnB).

Robson dos Santos, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

Pesquisador-Tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); mestre e doutor em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); doutor em Política Social pela Universidade de Brasília (UnB).

Susiane de Santana Moreira Oliveira da Silva, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

Pesquisadora-Tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); mestra em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Publicado
27-12-2024